quarta-feira, 16 de março de 2011

Força das águas no Rio Amazonas atrapalha a vida de ribeirinhos no PA.

Fenômeno chamado de "terras caídas" destrói as margens do rio.A água arrasta quem encontra pela frente,inclusive casas e plantações.



A força das águas do Rio Amazonas atrapalha a vida de comunidades ribeirinhas
em Santarém, no Pará. O fenômeno chamado de ‘terras caídas’ destrói as margens
do rio e leva tudo o que encontra pela frente, inclusive as casas e
plantações.

A força da água vai arrancando tudo. As terras vão desmoronando. O fenômeno
conhecido como ‘terras caídas’ acontece o ano todo. Mas é no período de cheia
dos rios da Amazônia que ele fica mais intenso.

Na comunidade Fátima do Urucurituba, que fica a 30 minutos de lancha de
Santarém, no oeste do Pará. Famílias inteiras correm contra o tempo na tentativa
de salvar alguma coisa. As casas vão sendo desmontadas em um esforço
coletivo.

“Na primeira vez que aconteceu a gente ainda tinha onde fazer as casas.
Agora, estamos no sufoco. Praticamente, duas casas foram perdidas inteiras. A
gente não sabe até onde vai chegar essa caída”, disse o pescador Alberto
Costa.

A escola da comunidade está na beira do barranco. Há um ano as crianças
estudam na igreja, que já está em risco. As aulas foram suspensas.

“Não tem condição de as crianças virem. Os pais não vão deixar. É um risco
muito grande que a gente corre”, alertou a professora Fátima Amaral.

A passagem de navios próximo à margem acelera a queda dos barrancos. O solo e
toda a plantação dos ribeirinhos estão comprometidos.

“É uma coisa que a gente não consegue se conter. Ver uma comunidade se
destruindo. Todas as casas e colégio se perdendo. A gente fica numa situação
complicada”, lamentou o agricultor Cristóvão Pinto.

Em meio ao desespero das pessoas, o que pode se constatar na comunidade é a
solidariedade. Objetos de muitas famílias são guardados em casas que não foram
atingidas. São colchões, botijões de gás, panelas, roupas e objetos
pessoais.

“Eu estou de braços abertos. A gente sempre está solidário. A gente ajuda
todo mundo”, avisou o pescador Antonio Costa.

Setenta e uma famílias moram na comunidade de Fátima de Urucurituba, em
Santarém.

Comentário Pessoal : a vida dos moradores todos os anos deve ser crítica,por arrumar as suas moradias de uma maneira que gostem e as cheias do Rio Amazonas destruirem tudo,levando tudo oque veem pela frente,nada pode parar a força das águas.


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