domingo, 26 de junho de 2011

Barriga d'água com os dias contados


Pesquisadores da Fiocruz desenvolvem vacina contra a esquistossomose, que afeta 4 milhões de pessoas no Brasil. O produto também poderá ser aplicado no combate a outras doenças causadas por vermes e será testado ainda este ano em seres humanos.


                       A esquistossomose é contraída quando larvas do verme ‘Schistosoma mansoni’ (na foto) penetram na pele humana.



Um mal que aflige 200 milhões de pessoas ao redor do mundo pode ganhar um programa de prevenção e controle efetivo de sua transmissão. Está sendo desenvolvida na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) uma vacina contra a esquistossomose. O produto, feito com tecnologia totalmente nacional, obteve ótimos resultados em testes com animais e ainda este ano terá sua segurança avaliada em seres humanos.
A esquistossomose caracteriza-se pela inflamação do fígado e do baço causada pelos ovos do verme Schistosoma mansoni. O aspecto físico resultante desse quadro justifica o nome popular da doença: barriga d’água.
“Além de comprometer a saúde, a esquistossomose prejudica as capacidades de aprendizagem e de trabalho e a qualidade de vida do doente”, afirma a médica responsável pela pesquisa, Miriam Tendler, da Fiocruz.
O contágio da esquistossomose ocorre depois que larvas do S. mansoni são liberadas na água pelo caramujoBiomphalaria, seu hospedeiro intermediário, e penetram na pele humana. O tratamento é realizado com medicamentos por via oral para matar o parasita dentro do corpo.
No mundo, existem cerca de 800 milhões de pessoas expostas ao risco de infecção. No Brasil, 4 milhões de pessoas sofrem hoje com a doença.
Ovos do verme ‘Schistosoma mansoni’ na parede intestinal. A inflamação do fígado e do baço dos pacientes causada por esses ovos resulta no aspecto físico característico da esquistossomose e que deu origem ao nome popular da doença: barriga d’água.




Presente em áreas pobres e tropicais do planeta, a esquistossomose fazia parte de um grupo de doenças negligenciadas pelos organismos de saúde. “Como em geral não mata, ela era vista como uma doença com a qual as populações das áreas afetadas deveriam conviver”, diz a pesquisadora.
A vacina preventiva em desenvolvimento na Fiocruz promete mudar esse quadro. “Obtivemos cerca de 70% de imunidade em milhares de camundongos”, informa Tendler.
A vacina foi testada também com sucesso em outras espécies de animais, em um esquema vacinal de três doses, que será agora adotado para os seres humanos, conforme aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
A vacina, de aplicação intramuscular, teve imunidade duradoura em animais. Em camundongos, por exemplo, a proteção durou praticamente todo o tempo de vida dos animais.
O trabalho começou vinte anos atrás, quando a Organização Mundial da Saúde criou um programa para o desenvolvimento da primeira vacina contra a esquistossomose.
Na época, existiam seis principais moléculas candidatas, escolhidas a partir dos resultados de seus projetos de desenvolvimento – quatro norte-americanos, um francês e o da Fiocruz. “A proposta brasileira foi a mais abrangente e também a que teve maior progresso, além de ser a única desenvolvida em um país endêmico”, destaca Tendler.

    A proteína Sm-14, extraída do verme causador da esquistossomose, é a principal substância da vacina desenvolvida pela Fiocruz.

O fato de a proteína usada na vacina não ser específica do S. mansoni faz com que o produto tenha ampla atuação. “A vacina age não só contra a esquistossomose, mas também contra outras doenças causadas por helmintos, como a fasciolose hepática, principal parasitose do gado de consumo”, afirma a médica.
Devido a essa característica, a Fiocruz firmou uma parceria com a Ourofino Agronegócios, empresa especializada em produtos veterinários, que vai ficar responsável pela produção da vacina para uso animal.
Ainda não há previsão de quando a vacina estará no mercado. Segundo Tendler, a prioridade atual é realizar testes mais avançados com o produto.

Link: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/06/barriga-d2019agua-com-os-dias-contados

Comentário: O brasil vem crescendo na parte da saúde nos últimos anos,podemos ver que nossos laboratórios já estão fazendo vacinas contra vírus muito fortes como a esquistossomose,isso pode previnir e muito a vida de muitas pessoas.

domingo, 19 de junho de 2011

CIENTISTA QUER RECRIAR DINOSSAUROS(A PARTIR DAS GALINHAS!)


Como esse blog se chama CIÊNCIA MALUCA, a gente nem precisa entrar no mérito do quão válido é um cientista investir anos e anos de trabalho para recriar um dinossauro (ou algo próximo dele). Como todo mundo sabe, a criatura não faz falta para ninguém.
Então, dá para cair direto na pergunta: é possível? Dá para “construir” um dinossauro em pleno século 21? O palentólogo norte-americano Jack Horner acha que sim.
A forma mais imediata de fazer isso seria a partir de uma amostra do DNA dos bichões. Mas, segundo Jack, apesar de alguns dos fósseis já encontrados estarem surpreendentemente bem conservados (alguns ainda com vasos sanguíneos), nenhum está tão preservado assim, a ponto de conter DNA intacto – do tipo necessário para recriar um Jurassic Park. Pôxa.
Restou olhar, então, para os descendentes dos monstros pré-históricos: os pássaros modernos. As galinhas, segundo o paleontólogo, têm a chave para recriar um dinossauro gravada em seus genomas. De acordo com ele, elas ainda têm características como dentes, garras e caudas expressas ali no fundinho dos genes – elas apenas foram “desligadas” em algum ponto do desenvolvimento dos bichos. E Jack e sua equipe, no caso, pretendem ligá-los novamente.
Eles discutiram esses planos em um dos eventos do
TED lá nos EUA agora em março. Se você entende inglês e quer saber mais, se jogue no vídeo da palestra.



E aí, será que isso é uma boa ideia? Você se anima com a ideia de ter dinossauros em exibição no zoológico?

Comentário:Acho que dificilmente alguém conseguirá recriar um dinossauro,por mais que tente anos e anos á fiu,acho que ainda não temos tecnologia para recriar um animal que existiu a milhões de anos atrás.Só nos resta ficar com esse desejo no pensamento.


domingo, 12 de junho de 2011

COLORAÇÃO DO CÉU DA CAPITAL PODE TER RELAÇÃO COM CINZAS DO VULCÃO CHILENO
No momento do Pôr do Sol,foi possível notar que havia partículas suspensas na atmosfera




O tom avermelhado escuro no final da tarde de sábado pode ser resultado da nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue, em erupção desde a semana passada, que passou pelo Rio Grande do Sul, afirmou o meteorologista Eduardo Gonçalves, da Somar Meteorologia.

No momento do pôr do sol, foi possível notar que havia partículas suspensas na atomosfera. O fenômeno chamou a atenção dos porto-alegrenses.

O meteorologista destaca, no entanto, que parte das partículas tem relação com a poluição, que fica mais concentrada nesta época do ano devido ao tempo seco.

Depois de a Força Aérea Brasileira (FAB) confirmar que a nuvem de cinzas do vulcão não ocupa mais o espaço aéreo do país, prognósticos indicam que, a partir de segunda-feira, há risco de a pluma voltar a atingir o Estado devido à direção dos ventos.

— É alta essa possibilidade por causa da direção dos ventos na média e alta atmosfera. Eles sopram de sudoeste, acompanhando a frente fria que chegará ao país amanhã — explicou o meteorologista.

Ele não descarta que a pluma avance junto com a frente fria para Santa Catarina, Paraná e São Paulo entre a segunda e a terça-feiro, quando novas cinzas ainda podem continuar chegando ao Estado gaúcho.

— Como as cinzas podem danificar os aviões, é alto o risco de caos aéreo no país — avaliou.

ZERO HORA


Comentário Pessoal: O vulcão ultimamente tem sido o principal faltor de reportagem em todo o país,principalmente aqui no Estado do Rio grande do Sul.Com a erupção ele largou uma grande e pesada massa de oxigênio com muitos tipos de elementos químicos contidos junto como por exemplo o ferro,é uma massa muito pesada e aí paramos para pensar a força em que essa grande nuvem tem para levantar um elemento tão pesado como o ferro.A nuvem está se espalhando cada vez mais pelos estados da região sul do país,mas daqui uns dias,já estará na região sudeste do país,causando ainda mais caos aéreo.

sábado, 4 de junho de 2011

Especialistas são unânimes:felicidade traz longevidade

Mas oque é preciso fazer para alcançar a tão sonhada felicidade?

Kamila Almeida  |  kamila.almeida@zerohora.com.br


Felicidade refere-se à avaliação subjetiva que o indivíduo faz das suas capacidades, do ambiente e da sua qualidade de vida. Estudos mostram que aqueles que apresentam baixos níveis desse bem-estar tendem a apresentar mais transtornos depressivos, pior percepção da sua saúde e insatisfação com a própria vida. Conforme a psicóloga Tatiana Quarti Irigaray, os efeitos da depressão sobre a mortalidade são semelhante ao risco do fumo, da hipertensão e do diabetes:

— Pessoas com felicidade subjetiva podem acrescentar entre quatro e dez anos de vida em relação àqueles com baixos níveis de bem-estar.

Sobre este tema, psiquiatras, cardiologistas, geriatras e cientistas são unânimes: felicidade traz longevidade.
Imunidade ao mau-humor
Um superaquecimento do motor do carro na véspera de uma viagem para a praia é a lembrança mais recente de felicidade do empresário Toshio Luiz Targa Tadano, 40 anos. Em vez de lamentar o atraso no passeio, agradeceu pelo inconveniente. Melhor que estragasse na cidade do que na estrada. Se Toshio seguir a vida assim, protegendo-se do estresse com sorrisos, tudo indica que chegará à terceira idade doando bem-estar e saúde.

Wilma Glorinda Peletti Tonolli já está colhendo esses frutos. Ela tem 79 anos, quase o dobro da idade de Toshio, e uma disposição de dar inveja. Começou a nadar aos 55 anos, assim que se aposentou em Caxias do Sul, e, três anos mais tarde, viúva, dedicou-se a competições. Sem filhos, hoje, mora sozinha em Porto Alegre e contabiliza 512 medalhas. A nadadora adotou também o remo como distração eventual, faz musculação, viaja para a casa dos sobrinhos sempre que pode e não abre mão de divulgar os dentes claros e alinhados.

— Nadar se tornou um vício. Nem penso quantos anos mais vou viver. Me sinto super bem e feliz  — conta a mulher de 1,52 metro de altura, 47 quilos, corpo delineado pelos exercícios, maquiagem definitiva no rosto e saúde impecável.

É claro que Wilma e Toshio não são imunes à tristeza. Só que buscam reverter o quadro: ela mergulhada no esporte, ele em pensamentos edificantes. Ambos dispensam teorias. São capazes de dizer na prática que o nível de felicidade é diretamente proporcional à longevidade.
Mas o que traz felicidade?
Há anos, cientistas tentam descobrir formas de medir essa sensação. Sabe-se que o estresse crônico tem um impacto negativo na saúde, mas o efeito que a felicidade tem sobre o organismo ainda não está bem estabelecido. A psiquiatra Clarice Kowacs, no entanto, lembra que atitudes positivas, hábitos saudáveis e alegria de viver favorecem à prevenção de doenças e ajudam a aderir aos tratamentos médicos.

— A felicidade contínua é uma ilusão. Sua constância depende de uma combinação rara de capacidade pessoal e sorte. Inúmeros acontecimentos podem abalá-la. Sem que haja tolerância à frustração, a felicidade não é possível — afirma Clarice.

Os depressivos tendem a sobrecarregar o coração e o sistema circulatório e já está comprovado: depressão provoca doenças e pode levar à morte precoce. É que a reação de alarme proposta pelo estresse faz com que o organismo busque o equilíbrio, aumentando a pressão sanguínea e o trabalho cardíaco, obrigando o corpo a gastar mais energia. O resultado são doenças como arteriosclerose e problemas vasculares. O cardiologista Luiz Carlos Bodanese, coordenador do curso de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) sobre fatores de risco cardiovasculares, é convicto, pela experiência, de que aqueles pacientes de astral elevado têm como impacto uma vida mais longa:

— Aceitam indicações médicas e conseguem mudar hábitos de vida pouco saudáveis com facilidade.

Mas se manter feliz é uma dádiva. Geralmente, quando chega aos 40 anos, o acúmulo de cobranças faz com que a pessoa tenha como saldo o sobrepeso e o estresse pela falta de férias e relaxamento.

— Aí, começam a procurar psicólogos e psiquiatras em busca da pílula da felicidade. Um remédio capaz de mexer nas zonas transmissoras de bem-estar e gerar a tão almejada felicidade — lamenta Bodanese.

Só tem felicidade aquele que crê. É o que prega o médico Yukio Moriguchi antes mesmo de 1971, quando veio do Japão para assumir o curso de geriatria da PUCRS. O geriatra de 85 anos, que mantém o riso oriental, prega que envelhecer é uma graça de Deus.

Toda essa felicidade não brota da noite para o dia e ter espiritualidade é a chave para se conquistar o bem-estar emocional, segundo Moriguchi.

— É preciso acreditar no invisível para saciar a alma. O concreto, o físico acalma no momento e em seguida se quer mais.

Pesquisa realizada em 2002, pela Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, colabora com a teoria de Moriguchi. Cerca de 90 mil pessoas foram acompanhadas por 10 anos e constatou-se que aquelas que iam à igreja uma vez por semana tinham o risco de mortalidade diminuído pela metade, o de enfisema, 56%, cirrose 75% e suicídio 53%.

Um bom símbolo de fé é o Frei Romano Zago, 78 anos. Conhecido como o rei da babosa, o frei franciscano já viajou o mundo palestrando sobre a cura do câncer por meio da planta. Já perdeu as contas de quantos já foram curados pela receita que inclui mel e cachaça. Desde 1988 essa é uma de suas ocupações. Frei Romano vive em um meio em que os religiosos tendem a passar dos 80 anos com facilidade. Desconhece pesquisas que atestem esse fenômeno, mas é categórico ao dizer que a fé dá sentido à vida e deixa as pessoas menos rabugentas. Com um sorriso difícil de desarmar do rosto, o frei solta:

— Sou o homem mais feliz desse mundo. Sei que Deus me deu essa missão. Cada dia me sinto melhor.
Felicidade de pai para filho
O neurogeneticista do Hospital Albert Einstein, David Schlesinger, desconhece pesquisas sobre se a felicidade é transmitida de pai para filho, mas garante que na situação inversa dela a resposta é positiva. Já se sabe que os genes da infelicidade daquelas pessoas que são deprimidas são capazes de flutuar por gerações.

São centenas de genes influenciando esse comportamento depressivo, cada gene tem uma pequena importância, o que acaba sendo uma pequena média entre os genes do pai e os da mãe e isso vale para qualquer característica.

— Pessoas normais ficam felizes quando ocorre algo positivo e tristes com o negativo. Os deprimidos ficam tristes sempre — explora David.

A carga genética, contudo, não é dominante de forma isolada. Fatores externos e ambientais, como o tipo de criação que um indivíduo teve e a interação social contribuem. Um ambiente mais feliz somado a uma possível pré-disposição genética tende ser uma fórmula razoavelmente garantida para um adulto melhor humorado.

— A plasticidade cerebral da pessoa acaba sendo moldada para o bem — defende o médico.
Confira uma lista dos principais itens que trazem a felicidade e como conciliá-los no cotidiano.
1. Faça parte de grupos, desde a igreja até clube de leitura, mas mantenha a autonomia para escolher o que é melhor para si.

2. Ajude e respeite quem está a sua volta. Agradecer aos outros por pequenos atos pode ser um bom começo.

3. Mude hábitos para se sentir melhor: não fume, não consuma bebidas alcoólicas, não use drogas, cuide da alimentação, faça exercícios físicos regularmente, tenha oito horas de sono e relaxe o corpo e a mente.

4. Ria sempre que puder e não se contenha se quiser gargalhar sozinho.

5. Pratique atividades lúdicas e de lazer. Arrume tempo para você, para os amigos e para as coisas que gosta de fazer.

6. Seja fiel aos seus sonhos, aos amigos e à família, mas adapte os seus desejos quando as circunstâncias exigirem.

7. Mantenha sempre um objetivo e não desista caso algo saia fora do planejado.

8. Comemore mesmo as pequenas conquistas, como encontrar uma vaga no estacionamento, e dê a si próprio pequenos agrados, como um café com um amigo e horas de relaxamentos.

9. Perdoe.

10. Faça uma avaliação contínua de si próprio, de seus valores, de sua atuação profissional e de seu papel na família.
Fonte: Tatiana Irigaray, psicóloga e doutora em Gerontologia Biomédica
Traços de personalidade com mais chances de ser feliz
:: Extrovertidos: são aquelas pessoas com mais facilidade para se abrir acerca de problemas pessoais. Em geral, têm alto-astral e faz com que as pessoas queiram se aproximar.

:: Positivos e otimistas: buscam sempre o lado bom das situações.

:: Tolerantes a frustações: superam quando a realidade não é a que se espera.


CADERNO VIDA ZH


Link : http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bem-estar/19,0,3336120,Especialistas-sao-unanimes-felicidade-traz-longevidade.html

Comentário :  Acho que a felicidade vem de dentro de cada um,existem pessoas mais fechadas e pessoas mais abertas para tipos de conversas,não significa que as pessoas que são mais fechadas não sejam felizes,muito pelo contrário,podem ser e muito.E também não significa que pessoas que sejam mais abertas sejam felizes,pelo contrário,podem não ser.
Uma das coisas que me chamou muito a atenção,foi a felicidade transmitida de pai para filho,é uma coisa muito estranha em primeiro momento,mas depois começamos a perceber que é algo fantástico.